Minimalismo com um toque tropical: por que os brasileiros estão cada vez mais optando por “menos, porém melhor”

por Nicole Pinto

A cozinha é outra frente na batalha pelo minimalismo. A culinária brasileira usa muitos temperos, molhos e utensílios. Mas observe as gavetas da sua cozinha: quantas tampas extras, formas de muffin que você nunca usou e frigideiras com o revestimento descascado você tem? Mantenha uma boa frigideira, uma panela para arroz e feijão, uma para molhos, uma faca, uma tábua de corte, um batedor de arame e uma espátula. Elimine itens duplicados. Use potes idênticos e etiquetados para temperos — é atraente e economiza espaço. Mais importante ainda, cozinhar se torna mais fácil e prazeroso quando tudo está ao alcance e fora do caminho. No Brasil, onde receber visitas é tão popular, uma cozinha minimalista parece paradoxal, mas, na realidade, permite que você se concentre no processo e na comunicação, em vez de procurar a panela certa.

O consumo fora de casa também está mudando. A tendência do “guarda-roupa cápsula” conquistou as fashionistas brasileiras. Trata-se de uma coleção de 30 a 40 peças sazonais que podem ser combinadas entre si. Para climas quentes, isso inclui um short, vários vestidos leves, duas calças de linho, camisas de algodão, sandálias e tênis. Além de acessórios — uma bolsa feita de materiais reciclados e um chapéu de sol. Em vez de comprar fast fashion barato que vira trapo depois de três lavagens, os brasileiros estão investindo cada vez mais em peças de alta qualidade de marcas locais que duram anos. É melhor tanto para o bolso quanto para o planeta. Além disso, quando se tem poucas coisas, cada uma se torna especial e você as usa com prazer.

O aspecto ambiental do minimalismo é especialmente importante no Brasil, um país com uma natureza incrivelmente rica que sofre com o desperdício e a poluição. Quanto menos compramos, menos recursos são desperdiçados na produção e no descarte. É por isso que o movimento “Lixo Zero” está ganhando adeptos: garrafas de água reutilizáveis, sacolas de pano em vez de plástico e a eliminação de utensílios descartáveis ​​em festas. Nas grandes cidades, já existem lojas que permitem levar seus próprios recipientes para cereais, nozes e detergentes. Até mesmo nas feiras livres, os vendedores estão cada vez mais receptivos a quem leva seu próprio pote de vidro. Além de ser uma prática comum, ela proporciona a sensação de contribuir para o futuro da Amazônia e suas praias.

Mas o minimalismo não se resume apenas a bens materiais. Ele também abrange o espaço digital e a responsabilidade social. Os brasileiros são muito sociáveis ​​e muitos sofrem com a dificuldade de recusar até mesmo um convite ou pedido. O minimalismo pessoal ensina a dizer “não” sem culpa. Limpe sua agenda de compromissos que não lhe trazem alegria ou benefícios. Apague os contatos de pessoas com quem você não gosta de interagir. Conserve apenas o que lhe nutre, não o que lhe esgota.

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