Novos Álbuns 2026: Da Sofisticação Jazzística de Spok ao Poder Metálico de Nervosa

por Nicole Pinto

Para os fãs de jazz e bossa nova, o início do ano marcou o lançamento de Rosalia De Souza Quarteto 55. Este projeto internacional, que une a cantora brasileira Rosalia de Souza a músicos da Dinamarca e do Canadá, lançou um álbum de estreia homônimo com doze faixas. Nascida no Rio de Janeiro em 1966 e com treze álbuns lançados até o momento, a cantora já colaborou com gigantes como Marcos Valle e Roberto Menescal. Em seu novo trabalho, ela mantém a elegância da bossa nova dos anos 60, mas adiciona um som fresco com influências do jazz escandinavo. O saxofone de Hans Ulrich enriquece as faixas “Samba do Amor Que Não Existe” e “Dormilho”, enquanto o flugelhorn de Flemming Agerskov confere um tom melancólico às composições.

A cena eletrônica brasileira também está ganhando espaço. O produtor Gabriel Evouk lançou o EP “Son of Mali” pela Zero Gravity Music. Três faixas — “Son of Mali”, “Party Time” e “Mind Games” — são minimal house com elementos de percussão orgânica, e já conquistaram pistas de dança no mundo todo. Outro lançamento notável é o EP “Acidzito” da DJ e produtora brasileira Marian, pela Otherwise Records, onde três faixas exibem estruturas sofisticadas e uma seleção criteriosa de sons. Já a Offtide lançou um poderoso EP de quatro faixas, “The Time Is Now”, pela Marginalia, combinando grooves sombrios e melodias envolventes.

Uma menção especial merece o negócio do século: o catálogo do lendário Gilberto Gil foi adquirido pela Primary Wave, em parceria com a brasileira Nas Nuvens. Este é um dos maiores negócios de propriedade intelectual da história da América do Sul. Ao longo de mais de 60 álbuns lançados desde 1967, Gil criou hits como “Andar Com Fé” e “Aquele Abraço”, que há muito se tornaram ícones culturais. O acordo garante que o legado do artista de 83 anos, que permanece ativo e se prepara para se apresentar no Rock in Rio em 7 de setembro, será preservado e valorizado globalmente. Este é um sinal importante: a música brasileira é vista como um ativo valioso, digno de investimento em pé de igualdade com os catálogos ocidentais. 2026 mal começou e já nos trouxe tantos eventos empolgantes — certamente haverá muitas outras estreias incríveis pela frente.

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