Em todo o Brasil e na vizinha Argentina, pesquisadores descobriram mais de 1.500 enormes estruturas subterrâneas que não se assemelham nem a cavernas nem a construções humanas. Alguns desses túneis chegam a ter 600 metros de comprimento e são impressionantemente largos, permitindo que um ser humano adulto se movimente livremente. Essas formações são chamadas de paleonores, e suas paredes lisas com tetos abobadados exibem marcas de garras características, indicando sua origem animal em vez de serem resultado de processos geológicos como erosão ou fluxos de lava. Esses túneis surpreendentes foram descobertos pela primeira vez pelo geólogo Heinrich Frank enquanto inspecionava um canteiro de obras, notando imediatamente que seu formato não correspondia a nenhuma formação natural.
Mas quem construiu essas gigantescas passagens subterrâneas? Os cientistas concluíram que os paleonores foram criados por preguiças-gigantes terrestres — herbívoros da Era do Gelo do tamanho de um elefante moderno. Suas poderosas patas com garras curvas permitiram que elas criassem túneis subterrâneos de tamanha escala. Esses animais da megafauna extinta viveram durante o Pleistoceno e geralmente são associados a um estilo de vida arborícola tranquilo. Mas seus ancestrais eram verdadeiros engenheiros subterrâneos, escavando túneis com uma precisão geométrica impressionante.
Por que as preguiças-gigantes precisavam de estruturas subterrâneas tão grandes? Pesquisadores sugerem que as paleotocas eram usadas como abrigo contra predadores e intempéries, locais de nidificação ou até mesmo residências permanentes. Muitos desses túneis mostram claros sinais de uso prolongado, sugerindo que podem ter sido expandidos e mantidos por várias gerações de animais. Alguns paleonópodes foram erroneamente considerados antigas minas ou cavernas desmoronadas, mas agora suas verdadeiras origens foram finalmente reveladas.
